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Maria Dulce Loyola

Por que ser católico?

Escândalos foram previstos até por Jesus | 13.03.13 - 11:04

Goiânia - Quando os leigos se deparam com declarações sobre a Igreja Católica, especialmente, em momentos de crises, como esse agora em que o mais importante representante da Igreja na Terra resolve renunciar, ficam abertas as enxurradas de comentários de todos os tipos. É muito desgastante para qualquer Instituição ver o seu Chefe maior renunciar, porém, nesse caso, podem até tripudiar em cima da questão, entretanto, para quem é sensato, basta olhar a idade do Papa Bento XVI e se sentir até solidário com sua atitude, visto que ele atravessa uma série de escândalos, fatos dolorosos que marcam a Igreja, assim como tem marcado a vida política, ou melhor, assim como tem marcado a vida da humanidade.
 
Escândalos são próprios da natureza humana, foram previstos até por Jesus, porém, deve prestar contas à sociedade e a Deus quem é o causador. Portanto, não é privilégio de nenhuma Instituição, empreendimento ou qualquer outro setor ter pessoas desqualificadas para exercerem as funções às quais se candidataram, cabe sim, que sejam punidas e desligadas do seu trabalho.
 
Na via contrária dos que envergonham a humanidade estão homens que se destacam por cumprirem o seu dever, de maneira nobre, sem querer aparecer, porque essa é a sua missão, acarretando-lhes muitas vezes punições desnecessárias por serem “diferentes” dos demais. Hoje, até leis foram feitas para que as pessoas provem que são honestas antes de se candidatarem a um cargo eletivo.
 
No mundo atual, a religiosidade briga intensamente com a cultura do lazer intenso. Se o mundo chama para um divertimento mais intenso, é claro que a Instituição Católica com os seus sacerdotes devem estar atentos ao que pedem as pessoas que, ainda, estão ligadas a ela. Ora, o domingo já é curto para quem tem uma família e quer passear e se divertir nas poucas horas que lhe proporcionam o dia de folga do trabalho. Escolher ir à Igreja, para a grande maioria, não é prioridade, digamos uma minoria tem como sagrada a escolha de ir à missa aos domingos e uma parcela mínima da sociedade opta por ir com a família. Será que deixaram de acreditar em Deus? Talvez aqui se inverta a coisa, a grande maioria acredita em Deus, mas deixou de acreditar nos homens que se dizem representantes de Deus, ou seja, preferem ter uma conversa com Deus à sua maneira do que se sujeitarem a ir a uma Igreja e, por mais ou menos quarenta minutos, ficar diante de um sacerdote que fará um sermão sem entusiasmo e de fraca convicção religiosa. Segundo o próprio Bento XVI “a prova de que a fé católica é proveniente de Deus é o fato de ela sobreviver todos os domingos a centenas de milhares de homílias insossas e insípidas”.
 
Tudo isso no faz lembrar os sacerdotes que são verdadeiros líderes da fé, são capazes de realizar todos os domingos missas para milhares de pessoas que se deslocam de suas residências, andam distâncias consideráveis, para poderem participar de uma missa que lhes avive a fé. Percorrendo as Igrejas aos domingos, encontraremos lá sacerdotes sem entusiasmo, incapazes de liderar uma Comunidade. Contudo, encontramos alguns poucos que são líderes e, por isso, são hostilizados e criticados, sem merecer da direção da Igreja o devido reconhecimento e respeito por seu desempenho e trabalho, porém, para os leigos são eles que realmente os incentivam a permanecer católicos. 

Maria Dulce Loyola Teixeira é administradora  


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