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Ana Cortat

Não dá mais pra pensar digital só como projeto periférico

| 13.09.13 - 19:20
Muitas vezes os executivos se empolgam pela questão digital porque é legal mas, na verdade, a experiência digital influencia a forma como devemos conduzir nosso negócio.

Foi com essa afirmação que Niall McKinney, fundador e CEO da The Knowledge Engineers, empresa especializada em educação digital começou sua participação no Think Google que está acontecendo desde ontem em São Paulo.

Todo nós sabemos o quanto isso é verdade. Já nos deparamos por essa "busca por ser cool" um número incontável de vezes em nossas agências, em nossos fornecedores e em nossos clientes. Mas o tempo da inovação pela inovação, de fazer só porque ninguém fez ainda ou de fazer só porque todo mundo já fez está chegando ao fim.

Em seu último livro "Rede de Indignados, o espanhol " Manuel Castells, um dos mais importantes pensadores da atualidade, afirmou que "a tecnologia, a internet e as redes sociais podem nao determinar comportamentos, mas, ao se estalebecerem como forma de organizacao e expressao cultural, se transformam em precondicao para o surgimento de novos contextos".

Novos contextos gerados a partir de pessoas em permanente estado beta o que quer dizer várias novas jornadas, inclusive novas jornadas de consumo de informação, engajamento e compra.

Isso é motivo suficiente para que nossas marcas e para que as marcas com as quais trabalhamos parem de pensar em digital apenas como projeto periférico, buscando apenas o que parece novidade ou buscando apenas a reinvenção de estratégias publicitárias.

Livia Chanes, da Mckinsey & Company, terminou sua participação no Think Google Finance com algumas perguntas para os vários executivos financeiros presentes na platéia. Algumas delas, se já não são, deveriam fazer parte da pauta das agências de publicidade..

Que tipo de empresa queremos ser? Com que velocidade e de que forma queremos explorar as possibilidades geradas pela tecnologia, pela internet e pelas redes sociais? O quanto estamos dispostos a correr o risco da reinvenção de nossos processos e estrategias de negócio? Estamos dispostos a não assumir risco nenhum agora e assumir o risco futuro de permanecer na posição de quem segue e se adapta?

Não é mais sobre escolher mudar ou não. Já mudou e já faz tempo.. É hora de escolher quando, como e com que velocidade vamos lidar com isso e essa não é uma escolha que só nossos clientes precisam fazer.

Ana Cortat é vice-presidente de Planejamento da Agência Africa.
*Artigo publicado no portal meioemensagem.com.br.

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