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Leonardo Santos

O envelhecimento do rock

Ídolos não duram para sempre | 04.11.13 - 08:47

Goiânia - Estamos preparados? Para perder Ozzy, Tony Iommy, o Iron Maiden inteiro, o Metallica, Aerosmiht, Mick Jagger e Keith Richards, David Gilmour e Roger Waters?! E quando Paul McCartney se for? Você consegue imaginar esse dia? Consegue imaginar o funeral de Ozzy?

Esse artigo não é para discutir o envelhecimento do rock como estilo ou a sua possível morte, anunciada desde que ele nasceu. Acredito que é um fator tão marcante na nossa trajetória musical que de alguma forma, ele sempre continuará se reinventando ou tendo sua história recontada. Mas e o envelhecimento dos nosso ídolos? Se imaginarmos que o rock começou a ganhar muita força nos anos 70, passando por todas as décadas até chegar aos dias de hoje, chegaremos ao óbvio raciocínio, de que nossos heróis pioneiros no estilo estão quase todos no auge de seus 50, 60, 70, 80 anos…

Muitos com uma vitalidade impressionante, isso é bem verdade. Talvez conservada por fazerem o que amam por tanto tempo e ainda continuarem fazendo. Mas todos numa faixa etária em que os danos da idade começam ou despontam em aparecer e alguns especialmente próximos de se aposentarem de forma definitiva, ou mais fatalmente desaparecem de nossa existência.

Como eu vou encarar isso? Como vai ser o mundo sem os meus heróis que não morreram de overdose, morreram de velhos deixando um legado musical?

Muitos já apresentam cabelos ralos ou carecas aparentes faz tempo, apesar de ainda insistirem nos cabelos longos que defenderam com tanta bravura como um dos ícones do estilo. Um dos motivos que mais revoltaram os fãs do Metallica à época do lançamento do álbum Load, não foi somente a mudança no estilo dos arranjos da banda, mas a mudança no visual. Novos figurinos e cabelos curtos desesperaram os fãs clássicos da banda.
 
Realmente me aterroriza a possibilidade de um anúncio atrás do outro, sobre a morte dos meus ídolos. Anunciadas pela mídia, repercurtida nas redes sociais, homenageadas com links de músicas preferidas por um dia e depois de volta à rotina. Acho nunca estarei preparado para isso.
 
Por isso eu tento assistir ao máximo de shows que consigo. Por isso é tão importante para mim ouvir o que eles têm a dizer numa entrevista ou making of. Porque ídolos não duram para sempre, mas sou muito grato enquanto eles ainda estão por  aqui.
 
Leonardo Santos é Dj, Produtor Musical, Redator, Diretor e Professor Universitário.
 

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