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Rócio Barreto

Qualidade de vida no DF em queda

Sociedade desengajada | 08.04.14 - 18:40
 
Brasília - A qualidade de vida pode ser avaliada pelos serviços públicos oferecidos pelo município ou pelo Estado, por meio das áreas de: alimentação, moradia, renda e segurança.
 
A produção de laços de confiança, ou seja, a criação de redes de valores éticos, bem como a fidelidade mútua, melhora a cooperação social, dessa forma, aumenta o desempenho e a responsabilidade dos representantes públicos dos governos e das instituições democráticas.
 
A qualidade de vida no DF, segundo o IBGE vem caindo. Há de considerar que o DF tem uma ótima área geográfica, construída e dividida por setores de forma ordenada com ruas largas e espaçosas, com trânsito programado para não haver semáforos, com verbas do Governo Federal para custear parte das despesas das áreas de educação, saúde e segurança. Também há de ser incluído como critério de avaliação da qualidade de vida o fato do DF, não contar com usinas e indústrias de peso que influencia na qualidade do ar.
 
Em pesquisa sobre Qualidade de Vida no DF, ficou evidenciado que 90,7%, dos entrevistados não participam de nenhuma associação ou Conselho Local, por achar que não é importante, resposta da maioria, seguido da opinião de que os governos não ouvem a população.
 
O desinteresse ou repulsa pela política resulta, geralmente, de duas circunstâncias: o desconhecimento das repercussões das decisões políticas sobre o cotidiano de nossas vidas; e a constatação de que grande parte daqueles que exercem mandatos públicos não cumprem com suas promessas eleitorais e ainda buscam, prioritariamente, satisfazer os seus próprios interesses ou daquele grupo a que pertencem ou representam.
 
A estratégia de atrair milhares de brasileiros para o entorno sem proporcionar-lhes condições de emancipação, por meio da geração de emprego e renda, sem oferecer educação, saúde e segurança, mostra o quanto a política da região ficou dependente do jogo político centralizado no GDF. Outro fator predominante para a queda da qualidade de vida foi o crescimento desordenado, principalmente nas cidades satélites.
 
Segundo Putnam, as sociedades que tem laços de confiança, respeito e compromisso, geram instituições mais sérias, democráticas e com maior credibilidade. Essa organização melhora e torna mais fácil a cooperação com intuito de melhorias coletivas, a qual o autor descreve como "capital social".
 
Essa relação, Estado e sociedade civil organizada, resulta em melhores políticas públicas e um maior compromisso do Estado com a população.
 
*Rócio Barreto é cientista político e sociólogo, coordenador Geral da Cruz Vermelha da RIDE, presidente de Honra da ONG Saúde e Cidadania e dirigente do SINDPREV-DF por duas gestões consecutivas (de 2010/2013 e 2013/2016). 

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