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André Luiz Sousa

Fica 2014, a motivação ideal para um ano com pretensões ambientais

| 09.06.14 - 09:20
Por André Luiz Sousa*

Um misto de boa arte e preocupação ambiental. Assim foi a 16ª Edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) , em 2014. O evento foi de deixar qualquer cinéfilo com os olhos brilhando e capaz de motivar qualquer ativista ambiental. Estive na Cidade de Goiás desde o primeiro dia de festival, terça-feira (27/5), e percebi como as pessoas estavam se sentindo em casa com os temas e com a proposta do evento neste ano.

Os filmes, nesta edição, despertaram como nunca a necessidade da educação ambiental. Um deles, por exemplo, A Ditadura da Especulação, do cineasta Zé Furtado, conflitava a questão ambiental e a especulação imobiliária de uma forma totalmente realista. O curta-metragem mostra as tentativas de impedir que máquinas derrubassem a vegetação local para construção de edifícios no bairro com o metro quadrado mais caro de Brasília. No local, existia uma comunidade indígena que lutou para se manter por lá. E muitos filmes foram nesse estilo: mostrando os extremos que empresas, governos e organizações fazem com a natureza para ter lucro, no mundo todo.

Ainda sobre o debate por conta das preocupações com o meio ambiente, os Fóruns Ambientais marcaram os dias de festival. Temas atuais foram debatidos por jornalistas, professores e ativistas, fazendo o público se sensibilizar da importância do discussão e da ação em favor do meio ambiente. Isso já era objetivo da organização do Fica 2014 desde o começo: trazer pessoas ligadas à arte e aos meios de comunicação para gerar uma proximidade com os espectadores e fazê-los pensar mais sobre a causa ambiental.

Mesmo depois de um dia cheio, com a possibilidade de escolher entre vários eventos ligados ao cinema e meio ambiente, o participante do festival podia, durante a noite, assistir aos filmes e ainda ver shows regionais, que fizeram a diferença por mostrar o talento dos nossos artistas. E por falar em talento local, a Mostra de Cinema Vilaboanse foi uma ótima iniciativa para destacar o trabalho dos cineastas da Cidade de Goiás, cineastas estes que começaram a trabalhar com a sétima arte por conta das edições anteriores do festival, participando de oficinas e cursos.

Dias cheios, noites animadas e um festival completo. O tema “meio ambiente” foi bem representado pelos filmes exibidos, pelos fóruns e oficinas realizados e pelas várias outras iniciativas e movimentos que não citei. Um festival que aumentou o ânimo dos fãs de cinema e motivou os que querem a mudança na educação ambiental. 

*André Luiz é estudante de Jornalismo.

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