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Domingos Ketelbey

Conjecturando a Copa: Colômbia

Se perdermos, ao menos América do Sul continua | 04.07.14 - 15:32

Domingos Ketelbey
 
Goiânia - Gosto de fazer previsões. Sempre que um Campeonato Brasileiro começa por exemplo, costumo simular como poderia ser o desenrolar do Campeonato. Favoreço geralmente nessas simulações, resultados pró-Goiás. Pelo menos, nessas, meu time sai bem posicionado.

Às vezes, simulo até resultados da Série B. Nela, favoreço aos times goianos. Gosto de ver o futebol goiano tendo bons resultados. Nosso estado merece ter mais um representante na Série A. Acredito no discurso que o fortalecimento de mais um time local, esportivamente, seria benéfico para todo o Estado.

Mas não quero falar aqui sobre o Futebol Goiano. Isso é papo para outro texto.

O meu foco aqui é falar sobre as previsões. Como eu ia dizendo, gosto muito de fazê-las, então, assim que saiu a tabela da Copa do Mundo, peguei uma dessas tabelas de simulação na Internet, e fui lá fazer. Claro, puxei sardinha pro Brasil e para os times Sul-Americanos. Logo, em minha primeira simulação, todos os times Sul-Americanos passariam a próxima fase. Não seria uma simulação impossível. O Equador só não passou para a próxima fase, porque bobeou no final do jogo contra a Suíça e levou a virada no último minuto.

Mas quero focar no Grupo C. Especificamente na Colômbia, nossa adversária nas quartas-de-final. 

Falcão Garcia, foi cortado dias antes do Mundial. Falcão é o nosso Neymar por lá. A grande estrela da seleção. Mesmo depois de cortado, exerceu uma forte influência sobre a equipe, por exemplo, conseguindo patrocínios para trazer os familiares dos jogadores para assistirem as partidas nos estádios. 

Ao ser cortado, fiquei triste. É bom ver estrelas atuando em nossos campos. Imagino o sentimento dos Colombianos a essa altura. Talvez algo semelhante ao que nós sentimos quando Romário foi cortado em 1998 às vésperas da Copa. Ou numa situação hipotética, Neymar sendo cortado da nossa seleção. Isso influenciaria todo o time, e até mesmo seu estilo de jogo.

Pekerman, o Argentino por trás do comando Colombiano é um treinador que gosta de um futebol ofensivo e de muita posse de bola. Aos poucos foi implementando o seu estilo de jogo, e após um início irregular nas Eliminatórias era possível ver algumas boas goleadas com um futebol convincente. 4 a 0 em cima do Uruguai, três gols em cima do Chile, na casa do adversário. Então, imaginei um futebol um pouco mais comedido e cauteloso sem Falcão. Logo, as minhas previsões para a Colômbia foram placares apenas necessários para que ela passasse para a próxima fase. E pararia ali. Estava bom demais chegar as oitavas.

Mas José Pekerman decidiu manter o mesmo futebol que classificou sua seleção para a Copa. E se deu bem. Em campo, um futebol alegre e vistoso. Não se abalou pela pressão de estar 12 anos fora de uma Copa, ou pela ausência de sua estrela. E eu errava minhas previsões. Mas futebol é isso não é? Futebol se decide em 90 minutos. E muitas surpresas podem acontecer. 

James Rodriguez, assumiu a responsabilidade e virou referência. Fez belos gols. Dois, em especial, ele deverá guardar para sempre em sua memória. Mas o conjunto também chama a atenção. Armero ajuda na defesa, mas arma boas oportunidades de gol. Além de ser responsável por parte da alegria em suas comemorações. O "Armeration" já é sua marca registrada.

Zuñiga também dá um bom apoio a defesa, além de acionar o ataque. Na zaga, o experiente Yepes passa confiança. Aos 38 anos, faz sua última – também, primeira – Copa. Quer fazer bonito em uma bela despedida. Mas já está fazendo. Já cravou seu nome na história do futebol daquele país. O capitão que levou sua equipe pela primeira vez numa quartas-de-final de Copa do Mundo.


Não me assustaria ver a Seleção Colombiana numa semi-final, embora torça para o contrário. É um futebol de muito toque e posse de bola com muitos ataques eficazes, o que vai dar muito trabalho a Seleção Brasileira.

Mas como futebol se joga em 90 minutos, deixarei minhas previsões e simulações de lado, e o meu desejo é de ver o melhor futebol ganhando. E como dizem “que vença o melhor”. A minha torcida claro, é que o nosso futebol encerre os 90 minutos – talvez 120, com a vitória.

Em tempo: caso a Colômbia vença, o Futebol Sul-Americano estará muito bem representado na semi-final. Mas não quero me concentrar muito nisso.

*Domingos Ketelbey é publicitário. 
 

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