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Delan Salazar

Do pai que eu quero ser para o pai que eu espero que você seja

| 24.07.14 - 13:25
Oi pra você!

Eu não sei bem como, de quem ou quando você vem. Só que nesse dia dos pais eu queria poder de alguma forma falar com você. Pai que eu quero poder formar, sendo o pai que eu quero poder ser um dia.

Bem, eu acho que já sei o seu nome e tem horas que eu chego até a te imaginar, te “desenhar” na minha cabeça, sabe?! E é por te imaginar que eu também penso como eu quero ser pra você, como seriamos juntos, como te ensinar, te guiar, te educar e como saber te amar, para que você entenda todo o meu amor, preocupação e cuidado sem que se sinta sufocado. Porque eu sei que eu posso ser daqueles que liga demais, ama demais, espia, se mete, futuca e até se intromete demais.

Por ter sido criado em meio a tantas figuras maternas, mais até que paterna, acabei me tornando maternal demais, bobão demais, babão demais e protetor demais. Você vai notar isso quando começar a entender o meu amor por seus tios, primos e amiguinhos, filhos dos meus amigos. Aliás, nossos amigos. Assim como a sua avó Silzer - que você vai poder chamar de vovó Silzer, vovó Sizinha, vovó Susi ou como você achar mais bacana – acabou fazendo ao longo da nossa vida juntos: fazendo dos nossos amigos, amigos de casa.
Mas essa carta é pra te dizer como eu imagino que nós iremos ser, para que você seja um cara legal, um amigo legal, um namorado/marido legal e, consequentemente, um pai bem legal. Por isso, eu quero começar a mostrar pra você a importância de saber observar, ouvir e prestar atenção nos outros. Pra poder fazer melhor as suas escolhas.

Quero te mostrar o que todo mundo acha certo, te falar o que parece errado, o que machuca, o que dói, o que deixa triste, chateia, faz sentir saudades, o que aproxima e o afasta, o que mágoa e o que faz sorrir. Quero que você entenda o que é orgulho, respeito, mérito, o valor do perdão, o benefício da compaixão e da confiança, do amor do outro, da força que tem as ações e as palavras, o tamanho dos momentos e das emoções e quero que você avalie, pondere, descubra, opte e siga as suas verdades.

Eu vou ser “você” pra você, tá?! Sem essa história de “senhor pra cá” ou “senhor pra lá”. Acho isso um saco!

Respeito não vem com postos elevados e sim com o entendimento da importância e do valor de cada um. E a minha ideia é que a gente seja um do outro, sem barreira, sem limites de contato, sem muito “guéri-guéri” e burocracia. Quero que a gente seja muito aberto e franco um com o outro. Quero que você entenda que cada “você”, que você conhecer, é um alguém para um outro alguém. E que esse alguém, seja ele senhor, senhora ou “um você”, merece o mesmo respeito e carinho que a gente vai ter uns pelos outros em casa, entre os nossos amigos e família.

Eu vou tentar. Vou tentar conter essa minha curiosidade, tentar ser menos “entrão”, menos pentelho e mais pai, para respeitar o seu espaço, suas escolhas, seus limites, seus gostos.

E vou te dar muito amor. Todo o amor que eu tiver e um cadinho mais pra estocar no seu coração, muitas lembranças, histórias, felicidades, ensinamentos, respeito e carinho, pra te fazer companhia quando eu for  pro céu ou pro lugar que a gente inventar juntos.

Quero te deixar ser feliz, pra poder fazer de um outro alguém, um outro “você” pra você, mais completo e feliz.

Feliz dia dos pais pra gente! Eu já amo você.

*Delan Salazar é publicitário

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