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Dhin Ally Untar

Nomofobia: medo de ficar sem celular já é doença

Vício começa a ser percebido | 24.07.15 - 18:34
Quem nunca parou no semáforo e ficou trocando mensagem com os amigos ou aproveitou para fazer uma selfie?! Ou ficou desesperado quando percebeu que tinha esquecido o celular? Que não ia postar, ver as atualizações, nem o que os outros estão fazendo? Que não ia conferir emails de hora em hora? Para você, ficar desconectado é uma aflição? Pois para algumas pessoas é mais do que isso. O medo de ficar sem celular já é considerado uma doença e tem nome -  nomofobia, que vem do inglês no-mobile-fobia.
 
China, Japão e Coreia do Sul já reconhecem o vício em tecnologias como um problema de saúde pública. No Brasil, o problema começa a ser percebido. No entanto, a linha que separa a conexão normal do exagero pode ser bem tênue e diagnosticamos que o caso precisa ser tratado quando há sofrimento nesse distanciamento da tecnologia.
 
As tecnologias mudaram a nossa maneira de se relacionar e contribuíram significativamente para a evolução da nossa sociedade e o problema está no uso exagerado. Quando utilizadas em excesso, alteram a percepção de tempo e espaço, gerando ansiedade, depressão, fobia social, isolamento e até síndrome do pânico e outros transtornos.
 
A mesma internet que aproxima pessoas distantes, se mal utilizada também distancia pessoas próximas. A dependência digital não está associada diretamente ao tempo dedicado aos dispositivos eletrônicos, mas sim a perda de controle na vida real, trazendo prejuízos nos campos pessoal, profissional, familiar, afetiva ou social. A pessoa passa a deixar de viver a vida real para viver a vida online. É normal tirar uma foto e postar durante um encontro com os amigos. Exagero é ficar nas redes enquanto as coisas acontecem ao redor.
 
Nos nossos dias é quase impensável não utilizar um aparelho conectado e que nos “une” ao mundo em tempo real. Sendo assim, o que fazer, já que não há como evitar ou proibir a tecnologia?  O caminho é o equilíbrio. Em casos mais graves, o remédio aliado com a terapia limita os sintomas e o pensamento obsessivo do paciente e ajuda a encontrar um meio termo. Agora, pra quem vive conectado, mas ainda não sofre do medo de se separar do celular, a dica é  deixar os aparelhos eletrônicos de lado na hora das refeições, estudos, trabalho e durante alguns momentos de lazer e desfrutar da vida real.



*Dhin Ally Untar é médico psiquiatra

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