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Renato Costa

Se você sempre quis saber como viver de literatura, pergunte-me como!

| 18.08.15 - 18:25
Vamos buscar elaborar um painel social da literatura. Seu momento histórico, no que tem de específico, nos parece muito propício a novas abordagens, tanto em âmbito temático, quanto em sua função econômica.
 
Do excesso de fontes ao abandono do texto escrito, a literatura passa por uma recuperação de seu respaldo social, a partir da renovação de seus meios e da inventividade de seus ativistas. Estes que em prol da leitura trabalham já responderam, ao menos em parte, as perguntas que muita gente, admirando de fora, se pergunta:
 
Como se dedicar à literatura no mundo de hoje, tão agitado por novas e dispersivas culturas?
 
Mesmo na cidade de Goiânia, nesta jovem capital, não menos agitada por isso, em um país tão contraditório quanto o Brasil, aqui e agora, como parar para pensar em escrever? Como, em suma, viver (d)a Cultura em uma nação subdesenvolvida como esta: tão carente, porém esplêndida? São boas questões, claro, difíceis de responder…
 
Estas questões fazem parte do repertório de reflexões de todos os consumidores de arte, em algum momento.
 
Resumindo, como produzir?
 
Em especial trazemos algumas aproximações a estas respostas, vindas de indivíduos que aceitaram esta problemática no grau mais sério, no engajamento de seus trabalhos para a realização de projetos literários situados na cidade, para o público transeunte, envolvendo declamação de poesia, pocket-shows  e venda de pequenas publicações aos mais identificados.
 
Pelas histórias que nos contam, de repente, das necessidades, se fazem as oportunidades: as condições materiais envolvendo a realização dos saraus abertos acabam levando às oportunidades de comércio que dão impulso à mais apresentações e vice-versa e continuamente. Estar em contato com o público, promover primeiro, para a partir daí publicar; falar que sim, se escreve; ler-se o que se escreve; e ler-se no que se escreve… Eis aí as saídas do escritor: “o retrato do artista quando jovem.”
 
“Ao que parece, o já sabido, se impõe a conclusão desde o princípio: por-se em marcha é o lema de que o grande escritor sempre se orgulhará, para concluir: Sim, é possível viver “da” literatura, pra poucos, com certeza, mas vivê-la é pra todo o mundo!”
 
Assim se faz, e se refaz, a literatura.

*Renato Costa escreve para o blog nacaocultura.com.br

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