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Danusa Silva do Rego

A vocação de “Consagrado”

Alguns são chamados para a vida religiosa | 19.08.15 - 16:30
“Que seria da Igreja sem São Bento e São Basílio, sem Santo Agostinho e São Bernardo, sem São Francisco e São Domingos, sem Santo Inácio de Loyola e Santa Teresa de Ávila, sem Santa Ângela Merícia e São Vicente de Paulo? E a lista tornar-se-ia quase infinita, até São João Bosco e a Beata Teresa de Calcutá”.
 
Este é o trecho da carta que o Papa Francisco escreveu por ocasião do Ano da Vida Consagrada, que teve início em 14 de novembro do ano passado e vai até 2 de fevereiro de 2016. De fato, como o próprio Pontífice recorda: “Sem este sinal concreto (os grandes santos e consagrados que fizeram a história do cristianismo), a caridade que anima a Igreja inteira correria o risco de se resfriar, o paradoxo salvífico do Evangelho de se atenuar, o “sal” da fé de se diluir num mundo em fase de secularização”.
 
É certo que cada um de nós, pelo batismo, é chamado a ser consagrado. No entanto, há quem tenha uma vocação mais específica: a vida religiosa, propriamente dita. Movidas pelo próprio Deus, algumas pessoas são chamadas a ser padres, freiras e missionários.
 
Nos cinco continentes é possível contemplar um verdadeiro mosaico religioso no qual cada “pedrinha” tem seu valor! Os últimos dados da Igreja apontam que hoje existem quase 120 mil sacerdotes e 700 mil religiosas em todo o mundo.
 
Nas proximidades do Vaticano, onde a maioria das congregações tem uma casa, nos deparamos com uma infinidade de “estilos” religiosos! Ao ver tantas cores e formas de hábitos e véus, vislumbramos a beleza da Igreja através da diversidade dos carismas. Um verdadeiro “mundo” diante do qual a Igreja está atenta.
 
Para o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal João Braz de Aviz, “o Papa Francisco sente muito de perto a vida consagrada e ele quer que ela vá na direção que o Evangelho pede. Ele é muito concreto. Ele quer vida evangélica na vida consagrada”.
 
Dom João assinala ainda que “O carisma não vive sozinho, ele vive inserido na Igreja e todo carisma que se isola morre, desaparece, sai do equilíbrio. E nós precisamos sempre ter essa atenção de viver dentro da comunidade”.
 
Nas congregações e comunidades, a comunhão começa dentro de casa. É vivida, primeiro entre os membros para, depois, transbordar no relacionamento com o povo e com a própria Igreja. Centrada em Deus e no próximo, torna-se um grande exemplo para a nossa sociedade, na qual a cultura do egoísmo e do individualismo estão tão evidentes.
 
Papa Francisco escreveu a Exortação Apostólica “A alegria do Evangelho” na qual convida os cristãos a viverem a fé com alegria. E isso é contagiante! Como já dizia o Papa Emérito Bento XVI e tem afirmado o atual Pontífice: “A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração”.
 
Que o Ano da Vida consagrada seja como pede o Papa, uma ocasião para gritar ao mundo com força e testemunhar com alegria a santidade e a vitalidade presente na maioria daqueles que foram (e são) chamados a seguir Cristo na vida consagrada!
 


*Danusa Silva do Rego é jornalista e missionária da Comunidade Canção Nova - Frente de Missão em Roma.

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