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Bruno Carvalho

Vitória de Trump exige atenção em investimentos financeiros

| 10.11.16 - 11:11
Goiânia - Quando se fala em investimentos, um ponto que faz toda a diferença é a previsibilidade. Isso porque todos querem um cenário em que sabem, ou podem projetar de forma segura, o que esperar do futuro. Ninguém compra um imóvel se achar que pode ficar desempregado ou faz turismo em um país em guerra. Da mesma forma, ninguém investirá caso haja a possibilidade de perder dinheiro.
 
Com a vitória de Donald Trump nas eleições americanas, a falta de previsibilidade atrapalha o plano de crescimento da economia brasileira e também deixa os investidores receosos. O Brasil faz parte dos países emergentes e está em processo de recuperação de uma crise política e econômica. Investidores são atraídos pela relação risco e retorno. Quando um evento traz incertezas, os investidores ficam adversos ao perigo e procuram países considerados mais seguros, como Alemanha, Japão e Estados Unidos.
 
Durante a fase de campanha, Trump adotou um discurso nacionalista e polêmico. Prometeu rever acordos internacionais e trazer empresas com sede fora dos Estados Unidos de volta ao País, com a ajuda de redução de impostos. Hoje, os dois maiores parceiros comerciais do Brasil são a China e os EUA. Sendo assim, qualquer mudança nos acordos internacionais pode ser uma ameaça para a retomada de crescimento nacional.
 
No mês passado, o Banco Central agiu de forma conservadora ao reduzir a taxa básica de juros brasileira em apenas 0,25%, enquanto vários analistas esperavam uma baixa de 0,5%. Com os resultados das eleições nos EUA, um evento que traz dúvidas para a economia mundial, o Banco Central pode rever a possibilidade uma nova redução na taxa de juros, prevista para o final de novembro. Isso prejudicaria o cenário brasileiro, pois a redução na taxa de juros é essencial para o aquecimento da economia.
 
Mas o que fazer então? O momento é de cautela, mas não de pânico. Tomar decisões baseadas em especulações de mercado pode ser uma péssima ideia. O Brasil continua retomando o crescimento e, em outubro, registrou a menor inflação para o mês em 15 anos, apenas 0,26%. Caso Trump realmente faça tudo que prometeu, o ritmo de crescimento do País pode diminuir.
 


*Bruno Carvalho
é assessor de investimentos graduado em Finanças pela Belmont University (EUA) e sócio-fundador da Duo Invest.

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